Saiba como você pode aplicar o Design Thinking na advocacia!

Saiba como você pode aplicar o Design Thinking na advocacia!

Aplicar o design thinking na advocacia traz resultados significativos. Como os problemas jurídicos apresentam inúmeras variáveis, frequentemente precisamos buscar soluções criativas e fugir das opções óbvias — e essa ferramenta facilita justamente esse pensar fora da caixa.

No entanto, por ser relativamente nova, ainda existem algumas dúvidas com relação ao seu funcionamento na área de Direito. É preciso entender como a técnica pode ser utilizada para gerar mais valor para o cliente nesse contexto particular.

Neste artigo, compilamos as principais dicas e informações para entender e aplicar o design thinking às questões jurídicas. Continue lendo e conheça mais essa ferramenta!

O que é design thinking?

A ferramenta se espelha no processo mental utilizado por designs para solucionar problemas. O foco é coletar e organizar informações para, a partir do pensamento crítico e da experimentação, tomar decisões e implementar medidas de sucesso.

Imersão

A primeira etapa consiste em ir a fundo em um problema ou contexto, assimilando o máximo de conhecimento sobre a situação. Por exemplo, em empresas, é comum entrevistar todos os colaboradores envolvidos em um processo mal gerido para traçar o diagnóstico.

Ideação

A seguir, o conhecimento é utilizado para gerar as possíveis soluções com métodos de livre associação, brainstorming, formação de grupos de trabalho, entre outros.

Prototipação

O terceiro passo é converter as ideais em produtos, serviços, projetos e ações. Cria-se um modelo com os aspectos essenciais do que foi concebido para rapidamente colocar em prática, experimentá-los e coletar feedbacks.

Desenvolvimento

Com o retorno positivo ou negativo sobre o protótipo, a ideia é aprimorada. Inicia-se, então, um novo ciclo pela imersão em novos problemas. Assim, progressivamente, a solução se torna mais otimizada e eficiente.

Qual é a importância do design thinking na advocacia?

Em empresas, a transformação digital criou um cenário em que tudo é muito instantâneo. Mal um produto ou serviço é lançado, outro já está em produção para atender à demanda, que não deixa de ser mutável.

Os planos, nesse contexto, têm curta validade: o que servia hoje pode não servir daqui a poucos dias. Por isso, as metodologias ágeis de desenvolvimento, em que a solução sofre mudanças de acordo com a experiência, são essenciais.

Nos escritórios de advocacia, a dinâmica é bastante parecida. A todo momento surgem novas formas de prevenir litígios, solucionar conflitos, adaptar procedimentos à lei, argumentar em favor de uma causa etc. Por isso, desenvolver um processo mental para resolver rapidamente os problemas e ajustar as ideias ao contexto se torna mais importante do que simplesmente contar com uma lista estática de soluções.

Como aplicar a design thinking na advocacia?

Algumas técnicas podem facilitar o uso do design thinking porque facilitam a conclusão de suas etapas. A seguir, trouxemos três dicas de aplicação.

Mapas mentais

Consiste na utilização de imagens para representar os pontos-chave de um plano ou ideia, conectando elementos principais e secundários conforme sua relação de causa e efeito ou interação. Ao criar o mapa mental, organizamos as informações e compreendemos as diversas partes como um sistema.

Mapa de empatia

Corresponde ao retrato dos sentimentos do cliente em relação ao contexto em que ele está inserido. Para utilizar o mapa de empatia, procuramos respostas para sete questões:

  • o que o cliente vê?
  • O que ele ouve?
  • O que expressa?
  • O que pensa?
  • Como se comporta?
  • Quais são as suas dores?
  • Quais são os seus desejos e necessidades?

A partir daí, podemos entender o perfil do contratante e, assim, buscar soluções mais próximas de sua realidade.

Customer journey

Avalia criticamente os pontos de interação entre contratante e contratado durante todo o ciclo do cliente no negócio. A ideia é saber se, em cada um dos pontos, houve uma entrega de valor satisfatória e identificar possíveis melhorias.

Vale ressaltar, por fim, que o mais importante é saber escolher os métodos mais compatíveis com a realidade dos escritórios jurídicos. As dicas apresentadas são apenas bons exemplos, mas há outras ferramentas que se encaixam nas etapas de imersão, ideação, prototipação e desenvolvimento.

Dessa maneira, se bem pensada, a decisão de aplicar o design thinking na advocacia trará benefícios concretos, permitindo soluções criativas e eficazes em um contexto de mudanças cada vez mais frequentes.

Gostou do conteúdo? Você já conhecia o design thinking? Que processo você utiliza para tomar decisões? Deixe um comentário no post e contribua com a sua experiência!

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