Créditos de PIS/Cofins: sua empresa está preparada para a transição para a CBS?
Os créditos de PIS/Cofins passaram a ocupar um papel central na preparação das empresas para a transição à Contribuição sobre Bens e Serviços — CBS.
A Receita Federal informou que cerca de 100 mil empresas possuem créditos de PIS/Cofins, em volume estimado de R$ 140 bilhões. Também foram identificadas divergências em aproximadamente 12 mil empresas, envolvendo cerca de R$ 44 bilhões em créditos.
A pergunta é objetiva: sua empresa está entre aquelas que possuem créditos acumulados ou entre as que apresentam divergências?
Com a entrada em vigor da CBS em janeiro de 2027, os créditos de PIS/Pasep e Cofins passam a exigir atenção imediata. A Lei Complementar nº 214/2025 preserva esses créditos na transição, permitindo sua compensação com a CBS, com outros tributos federais ou seu ressarcimento em dinheiro, observadas as regras aplicáveis.
Mas há um ponto crítico:o crédito só será efetivamente aproveitável se estiver corretamente escriturado, documentado, conciliado e refletido na contabilidade.
O saldo informado na EFD-Contribuições está correto?
A EFD-Contribuições será uma base relevante para a utilização dos créditos de PIS/Cofins na transição.
Por isso, saldos inconsistentes, créditos mal apropriados, ausência de documentação ou divergências entre períodos podem comprometer compensações e pedidos de ressarcimento.
A Receita Federal indicou que o PER/DCOMP Web contará com funcionalidade específica para a utilização desses créditos e que o sistema deverá recuperar automaticamente os saldos informados na EFD-Contribuições de dezembro de 2026.
A empresa precisa revisar a origem dos créditos, os documentos fiscais de suporte, a natureza das operações, os critérios legais utilizados e a consistência dos saldos acumulados.
O crédito fiscal está conciliado com a contabilidade?
Créditos de PIS/Cofins não devem existir apenas em controles fiscais.
Eles representam ativos recuperáveis e precisam estar compatíveis com o razão contábil, balancetes, controles internos e obrigações acessórias.
Divergências entre escrituração fiscal e contabilidade aumentam o risco de glosa, questionamento fiscal, indeferimento de compensação e impacto nas demonstrações financeiras.
Na prática, a transição para a CBS exige que a empresa consiga demonstrar não apenas a existência do crédito, mas também sua origem, sua natureza e sua compatibilidade com os registros contábeis.
O que deve ser feito agora?
A empresa deve realizar uma revisão preventiva dos créditos de PIS/Pasep e Cofins, contemplando:
- levantamento dos saldos informados na EFD-Contribuições;
- conciliação com a contabilidade;
- revisão dos documentos fiscais que deram origem aos créditos;
- análise dos PER/DCOMP já transmitidos;
- identificação de divergências;
- avaliação da necessidade de retificação da EFD-Contribuições;
- regularização contábil dos saldos;
- preparação para utilização dos créditos na CBS.
Essa revisão permite que os créditos de PIS/Cofins sejam analisados antes da transição, reduzindo o risco de inconsistências no momento de compensar ou solicitar o ressarcimento.
Por que a revisão dos créditos de PIS/Cofins é urgente?
Janeiro de 2027 está próximo. Empresas que deixarem a revisão para a última hora poderão enfrentar retrabalho, inconsistências no PER/DCOMP Web, atrasos no ressarcimento, limitações para compensação e maior exposição fiscal.
A transição para a CBS não elimina os créditos de PIS/Cofins, mas exigirá que eles estejam tecnicamente sustentados.
Qual é o risco de não revisar?
O risco é transformar um crédito tributário em passivo contingente.
Créditos sem lastro documental, sem conciliação contábil ou com inconsistências na EFD-Contribuições podem ser questionados pela Receita Federal e deixar de gerar o benefício econômico esperado.
Em termos práticos, crédito regularizado é caixa. Crédito inconsistente é risco.
Créditos de PIS/Cofins na transição para a CBS: por que agir agora?
A CBS entra em vigor em janeiro de 2027, mas a regularização dos créditos de PIS/Cofins precisa começar agora.
Se sua empresa possui créditos acumulados, este é o momento de revisar.
Se existem divergências, este é o momento de corrigir.
Se não há segurança sobre os saldos, este é o momento de diagnosticar.
Na transição tributária, empresas organizadas transformam créditos em liquidez. Empresas despreparadas acumulam riscos.
Como o CVA pode apoiar?
O CVA atua na revisão técnica dos créditos de PIS/Pasep e Cofins, com foco em segurança fiscal, conciliação contábil, regularização da EFD-Contribuições e preparação para a transição à CBS.
O trabalho envolve diagnóstico dos saldos, análise de divergências, revisão documental, avaliação contábil, orientação para retificações e estruturação dos controles necessários para o aproveitamento dos créditos.
Essa atuação permite que a empresa tenha maior previsibilidade sobre os valores efetivamente aproveitáveis e reduza riscos fiscais antes da entrada em vigor da CBS.

